| |
Analistas vêem crescimento maior e inflação menor para este ano
Correio do Brasil
Por Redação - de Brasília
A estimativa de analistas do mercado financeiro para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, neste ano, oscilou de 6,46% para 6,47%. Para 2011, foi mantida a expectativa de expansão de 4,50%. As informações constam do boletim Focus, publicação semanal do Banco Central (BC) elaborada com base em projeções de analistas para os principais indicadores da economia.
Essas estimativas para o crescimento econômico são importantes tanto para as empresas quanto para os trabalhadores. No caso das empresas, servem como indicativo de qual será a demanda pelos seus produtos. Já para os trabalhadores, as projeções sobre o PIB têm a ver com a disponibilidade de emprego e até mesmo com as perspectivas salariais do mercado de trabalho.
Além da projeção para o PIB, consta do boletim Focus a expectativa para a produção industrial, que neste ano deve ter crescimento de 11%, contra os 10,90% previstos anteriormente. Para o próximo ano, a estimativa de expansão da produção industrial foi mantida em 5%. A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi alterada de 41% para 41,10%, em 2010, e de 39,50% para 39,70%, em 2011.
A expectativa para a cotação do dólar permaneceu em R$ 1,80, neste ano, e em R$ 1,85, em 2011. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) foi ajustada de US$ 14,54 bilhões para US$ 15 bilhões, neste ano, e permaneceu em US$ 4,5 bilhões, em 2011. Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) neste ano, os analistas alteraram a estimativa de US$ 48,05 bilhões para US$ 48,10 bilhões. Para 2011, foi ajustada a projeção de déficit de US$ 57 bilhões para US$ 57,97 bilhões.
A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) passou de US$ 37 bilhões para US$ 36,50 bilhões, neste ano. Para 2011, foi mantida a previsão de US$ 40 bilhões.
Inflação contida
Depois de 18 elevações consecutivas, analistas do mercado financeiro mantiveram a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 5,67%. Ainda segundo o boletim do BC, para 2011, também foi mantida a expectativa de que o IPCA fique em 4,80%. O IPCA é o índice escolhido pelo governo para acompanhar a inflação. Cabe ao BC perseguir a meta de inflação de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Essa meta é válida para este e o próximo ano.
O BC usa a taxa básica de juros, a Selic para controlar a inflação. Quando considera que a economia está muito aquecida e a trajetória de inflação é de alta, o BC eleva os juros básicos. É isso que os analistas esperam para este ano. A estimativa para a Selic ao final de 2010 é de 11,75% ao ano. Atualmente, a taxa básica está em 9,50% ao ano. Para 2011, os analistas projetam a Selic a 11,50% ao ano.
O boletim Focus também traz projeções para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI). A estimativa para esse índice, foi mantida em 8,73%, neste ano, e em 5%, em 2011. A expectativa para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) subiu de 8,75% para 8,82%, em 2010. Para o próximo ano, foi mantida em 5%. A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), neste ano, oscilou de 5,45% para 5,44%. Para 2011, a estimativa para esse índice permaneceu em 4,50%.
A expectativa dos analistas para os preços administrados subiu de 3,50% para 3,60%, em 2010, e de 4,60% para 4,70%, em 2011. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros.
|
|