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O Poema foi implantado em 1992, no âmbito da Universidade Federal do Pará, para buscar formas inovadoras de cooperação entre a universidade, o poder municipal e as populações mais necessitadas da Amazônia, sejam ribeirinhos, caboclos, indígenas ou quilombolas.
Dessa forma, a proposta de trabalho que o Poema apóia e viabiliza está direcionada ao combate tanto da pobreza quanto da destruição do meio ambiente voltando-se, basicamente, ao meio rural. A referida proposta valoriza o conhecimento empírico das populações envolvidas, detecta suas demandas e transfere conhecimentos gerados e/ou aperfeiçoados no âmbito de instituições de pesquisa, em especial a Universidade Federal do Pará, que se constituem em tecnologias de custos reduzidos e adaptadas ao contexto de vida das comunidades amazônicas.
A criação do Poema permitiu maior agilidade de ações e significativos avanços nos projetos desenvolvidos, principalmente no que se refere à organização comunitária e às áreas de beneficiamento de produtos naturais e de processamento de alimentos - resultando na constituição de empresas associativas de produtores rurais, com personalidade empresarial própria.
Em 1998, com o objetivo de concretizar negócios entre os produtores rurais e o mercado consumidor nacional e internacional, foi criado o Programa Bolsa Amazônia, para apoiar a inserção de produtores amazônicos no mercado. A iniciativa culminou com a implantação de quatro Unidades de Beneficiamento da fibra de coco e uma fábrica de alta tecnologia para Produção de Peças Automobilísticas, constituindo o Pólo Industrial a partir de fibras de coco, assegurando o funcionamento de toda a cadeia produtiva.
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